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Criador de menus com IA: o que faz ao seu menu e o que continua a ser consigo

Mão a segurar um telemóvel com um menu digital de pequeno-almoço com fotos sobre uma mesa de sushi
Escrito por
FineDine
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Tem o menu numa fotografia, num PDF ou numa folha de cálculo e quer pô-lo no telemóvel do cliente sem o escrever outra vez. É isso que faz um criador de menus com IA. Lê o ficheiro e devolve um rascunho com secções, pratos e preços, que se edita, se vê no telemóvel e se publica atrás de um código QR. Poupa a digitação, mas a revisão continua a ser sua. Preços, tamanhos, alergénios e horários têm de ser lidos por alguém que conhece a cozinha, porque as traduções e o site são feitos a partir deste rascunho e herdam os erros que ele tiver.

O que a IA lê no menu e o que não tem como saber

A IA trabalha com o que está escrito no ficheiro. Tira de lá os títulos das secções, os nomes dos pratos e os preços, e arruma tudo num menu que depois se corrige em vez de se escrever de raiz.

O problema é que boa parte do que o menu digital mostra não está na carta impressa, ou está de uma forma que o software não lê sem dúvidas. O hambúrguer que se vende em dois tamanhos aparece muitas vezes numa só linha, com dois preços separados por uma barra. O queijo extra está numa nota de rodapé. E a hora a que acaba o pequeno-almoço quem a sabe é a equipa, porque o menu normalmente não a diz.

No menu digital, cada uma destas coisas tem o seu campo: preço por tamanho, extras com preço, etiquetas de alergénios e de nutrição, horas em que o prato está disponível. Depois da importação, verifique esses campos um a um, por melhor que pareça o rascunho.

Não medimos a precisão de uma importação por IA, e o resultado depende muito do ficheiro. Conte com um rascunho para ler do princípio ao fim, não com um menu pronto.

Fotografia, PDF ou folha de cálculo: por onde começar

Se os pratos e os preços já estão numa folha de cálculo, comece por aí. O nome e o preço vêm em colunas separadas e a IA tem menos para adivinhar do que numa página fotografada. Isto não vem de um teste lado a lado. É a mesma razão que leva quem passa um menu à mão a preferir a folha de cálculo.

Depois vem o PDF de quem desenhou a carta, que costuma ter o texto nítido. Uma fotografia também serve, desde que cada página esteja plana e direita, com luz uniforme e uma página por foto. Antes de carregar, amplie a imagem. Se um preço não se lê na foto, vai ter de o escrever à mão.

Carregue o menu que está a servir agora. Um ficheiro da estação passada traz para o rascunho os pratos e os preços dessa altura, e acaba a corrigi-los linha a linha.

A revisão antes de o cliente ver o menu

Cardápios em papel e digitais comparados em custo, atualizações, experiência, higiene, sustentabilidade e inclusão.

Deixe o menu em rascunho até alguém que conheça a cozinha e a caixa o ler do princípio ao fim. Se for o cliente a dar com um preço errado, a conversa acontece à mesa, a discutir qual dos dois preços vale. Faça esta leitura numa tarde calma e não entre serviços.

  1. Leia todos os preços, de cada tamanho e de cada dose. As linhas que na carta tinham mais do que um preço merecem segunda leitura.
  2. Ponha as secções pela ordem em que quer que o cliente as percorra no telemóvel. O rascunho segue o ficheiro, e o que foi pensado para papel nem sempre funciona num ecrã estreito.
  3. Os pratos que não está a servir agora escondem-se em vez de se apagarem. Assim ficam prontos para quando voltarem.
  4. Confira as etiquetas de alergénios e de dietas com a receita de hoje, não com o menu antigo.
  5. Defina o horário de tudo o que só sai em parte do dia.
  6. Abra o menu num telemóvel e percorra-o todo, como faria um cliente.

Só então publique e imprima os códigos QR para as mesas.

Descrições, fotografias e traduções: a IA escreve, a casa aprova

Com os pratos e os preços certos, a IA pode ajudar no que mais tempo leva a escrever à mão. Tudo isto continua a precisar de revisão, e por razões diferentes em cada caso.

Uma descrição escrita por IA lê-se bem, mas não conhece a sua cozinha. Procure em cada uma o que a casa não pode garantir. Se o rascunho diz "pão caseiro" e o pão vem do fornecedor, corrija antes que um cliente pergunte ao empregado de mesa.

Com uma fotografia melhorada ou criada por IA, a pergunta é só uma: parece-se com o prato que sai do passe? Quem pede por causa da foto compara-a com o que chega à mesa. Se a imagem tem mais guarnição do que a cozinha põe, essa comparação corre mal.

A tradução automática dá uma primeira versão noutra língua. Onde falha mais à vista é nos nomes dos pratos, porque um nome da casa ou um nome regional traduzido palavra a palavra deixa de dizer alguma coisa ao cliente. Antes de publicar, peça a alguém fluente nessa língua que leia o menu traduzido, a começar pelas linhas de alergénios e ingredientes. E cada língua nova é mais uma cópia de cada descrição para atualizar sempre que uma receita muda.

Montar e rever o menu no Menu Manager da FineDine

No Menu Manager da FineDine, a opção Menu Builder aceita uma fotografia, um PDF ou um ficheiro Excel ou CSV do menu e monta o rascunho a partir daí. Se não quiser carregar nada, pode começar do zero ou abrir um menu de exemplo para conhecer o editor.

O editor tem as secções e os pratos à esquerda e, à direita, uma pré-visualização móvel que se atualiza enquanto edita, por isso vê o menu como o cliente o vai ver. A ordem dos pratos muda-se arrastando, um prato esconde-se desligando a visibilidade e os preços alteram-se na própria lista. O menu fica em Draft até o passar para Publish. Se um cliente ler o código de um menu ainda em rascunho, aparece-lhe um aviso de que o menu está a ser preparado. O código QR e uma ligação de partilha estão no mesmo editor.

Cada prato tem cinco separadores, e são precisamente os campos a verificar depois da importação. General guarda o nome, a descrição e a imagem ou o vídeo. Price Options guarda os tamanhos e as doses, cada um com o seu preço. Modifier Options guarda os extras. Nutrition Info tem a tabela e o conteúdo nutricional. Availability define os dias e as horas em que o prato aparece. No telemóvel do cliente, o cartão do prato mostra as opções de preço e os ícones de alergénios e de dietas.

Fotografias, descrições e línguas na FineDine

O campo da descrição tem um botão Enhance with AI que escreve um primeiro rascunho. Para as fotografias há o AI Media Studio, que melhora uma foto existente ou cria uma nova. Pode escolher o ângulo da câmara, usar predefinições pensadas para pratos, como Add Steam, Add Garnish e More Lighting, e comparar o resultado com o original numa vista de antes e depois.

O trabalho de IA gasta créditos da conta, e quanto gasta depende do tipo de imagem. Melhorar uma foto existente custa mais créditos do que gerar uma imagem simples, e as imagens de marketing são as mais caras. As primeiras cinco fotografias com IA são gratuitas. Os créditos que cada conta recebe dependem do plano, e os valores atuais estão na página de preços.

As traduções fazem-se no Translation Center. Cada língua aparece ao lado do original com a percentagem já traduzida, a tradução automática por IA preenche uma primeira versão e o filtro Untranslated mostra o que falta. O cliente troca de língua num seletor dentro do menu. Quantas línguas o menu pode ter depende do plano, e nem todos incluem mais do que uma. Se está a pensar num menu multilingue, veja primeiro a página de preços.

Acabe o menu antes de gerar o site a partir dele

O AI Website Builder da FineDine escreve o site do restaurante a partir de um texto curto a descrever o negócio (o prompt) e preenche as partes ligadas ao menu com os dados de menu que já estão na conta. Fizemos o teste com uma pastelaria e um prompt de pastelaria. A secção Popular Items saiu com T-Bone Steak e Filet Mignon, porque a conta ainda tinha o menu de exemplo de uma steakhouse. Como os dados de localização do espaço estavam vazios, o site apareceu com uma localização provisória.

O resto do site aguentou-se. Com um prompt escrito em inglês, o builder fez um título de página em turco com o nome da cidade e os produtos da pastelaria. Os dois problemas evitam-se com a ordem do trabalho. Primeiro monta e revê o menu verdadeiro, depois preenche a informação do espaço e apaga o menu de exemplo, se o tiver aberto. O site gera-se no fim.

Depois de publicar: o que o FineDine IQ mostra

O FineDine IQ fica no separador AI Reports e atualiza de hora a hora. Mostra Menu Views, Section Views e Item Views ao lado de Orders e Revenue, em períodos de 7, 14, 28 ou 90 dias ou num intervalo à escolha, sempre comparados com o período anterior. Se um prato é muito aberto e pouco pedido, é por ele que começa a rever a fotografia, a descrição ou o preço.

O IQ assinala também anomalias na faturação, nos pedidos e nas sessões. Na lista Actions aparecem correções que se aplicam com um toque, como pratos sem fotografia ou campeões de venda que estão escondidos. As visualizações dizem o que o cliente abriu e não o que comeu. Se os clientes leem o menu no telemóvel mas pedem ao empregado, e o pedido entra num POS à parte, os pedidos dessas mesas têm de ser vistos no POS.

De onde vem cada parte de um menu digital depois de uma importação por IA, e o que rever em cada uma
Parte do menuDe onde vemO que rever
Secções e nomes dos pratosLidos do seu ficheiroGrafia dos nomes da casa e ordem das secções no ecrã do telemóvel
PreçosLidos do seu ficheiroTodas as linhas, sobretudo pratos com mais de um tamanho ou dose
DescriçõesO seu ficheiro ou um rascunho escrito por IANenhuma promessa que a cozinha não cumpra todos os dias
FotografiasCarregadas por si, ou melhoradas ou criadas por IAParecem-se com o prato que sai para a sala
ExtrasDefinidos prato a prato no editorPreços dos extras
Etiquetas de alergénios e de nutriçãoDefinidas prato a prato no editorBatem certo com a receita atual
Horários de serviçoDefinidos prato a prato no editorFim do pequeno-almoço, do almoço e da cozinha à noite
Outras línguasPrimeira versão por IALidas por alguém fluente, a começar pelos alergénios

Perguntas frequentes

Posso montar o menu à mão em vez de carregar um ficheiro?
Pode. No Menu Manager começa do zero ou abre um menu de exemplo para aprender o editor primeiro. Se usar o exemplo, apague-o antes de gerar um site, porque o AI Website Builder vai buscar os pratos ao que estiver na conta.
O cliente precisa de descarregar uma aplicação para ver o menu?
Não. O código QR abre o menu como página web no browser do telemóvel, com seletor de língua se tiver acrescentado outras línguas.
Se mudar um preço depois de publicar, tenho de reimprimir os códigos QR?
Não. O código QR aponta para o endereço do menu e não para uma cópia dele. Muda o preço no editor e os códigos ficam nas mesas como estão.
Quanto custam as fotografias de pratos feitas com IA?
Gastam créditos e não há uma taxa à parte. As primeiras cinco fotografias com IA são gratuitas. Depois disso depende do tipo de imagem. Melhorar uma foto existente gasta mais créditos do que gerar uma imagem simples, e as imagens de marketing são as que gastam mais. Quantos créditos traz cada plano está na página de preços.
Há período experimental gratuito, e é o produto completo?
Há um período experimental de 14 dias, mas não é o produto completo. Durante a experiência ficam bloqueadas algumas funcionalidades, entre elas as promoções dentro do menu (In-App Promotions) e o domínio próprio. O número de pratos por menu também tem limite, e um menu longo pode não caber inteiro. O que cada plano inclui está na página de preços.

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