Gerar o código demora um minuto, e é o minuto menos importante do trabalho. O que decide se o menu QR funciona em serviço são duas escolhas anteriores: se o código apenas mostra o menu ou também aceita pedidos e pagamento, e se imprime um código por mesa ou um único para toda a sala. As duas ficam impressas em acrílico, papel ou vinil, e voltar atrás obriga a repor o que já está nas mesas. O resto é rápido e reversível: carregar a carta, gerar o código, colar.
O código é apenas um link
Um código QR não guarda o menu. Guarda um endereço web, e o que estiver nesse endereço é o menu que o cliente recebe de facto.
Há dois caminhos. O mais rápido é apontar para um PDF: carrega-se o ficheiro para uma pasta na nuvem, copia-se a ligação e está feito. Funciona. O cliente é que sente a diferença logo ao abrir: aumenta com dois dedos, procura a secção dos pratos principais e volta a diminuir para ler o preço. O outro caminho é uma página feita para o telemóvel, com as secções em separadores e uma caixa de pesquisa.
A consequência prática só aparece semanas depois. Com uma página, mudar um preço é editar um campo, e o código impresso continua a apontar para o mesmo sítio. Com um PDF, cada alteração passa por editar e voltar a carregar o ficheiro. Se o novo ficheiro ficar com outro endereço, os códigos já colados nas mesas deixam de servir.
Só mostrar o menu, ou também aceitar pedidos
Um código pode comportar-se de duas maneiras, e escolhe-se qual antes de imprimir.
No modo de exibição, abre o menu e fica por aí. O cliente lê, chama o empregado, o pedido segue como sempre seguiu. Não é a versão menor da coisa: numa casa onde o empregado explica pratos, sugere vinho e faz metade da venda à mesa, tirar-lhe esse momento custa mais do que poupa.
No modo de pedidos junta-se um carrinho. O cliente escolhe, envia, e o pedido entra no sistema sem passar por ninguém na sala. Isto muda o trabalho da sala, e não só o código. Alguém tem de olhar para o ecrã dos pedidos durante todo o serviço, e as regras que antes eram ditas de viva voz passam a ser configuradas: do valor mínimo de pedido à verificação de idade nas bebidas alcoólicas. Com os pedidos ligados, o cliente ganha também um botão para pedir a conta ou chamar alguém à mesa, o que baixa os braços no ar e aumenta os avisos a que a sala tem de responder.
Um código por mesa ou um para a sala toda
Esta é a escolha mais difícil de desfazer, porque é a que vai para a impressão.
Um código ligado a uma mesa pode levar essa mesa com o pedido, e o que chega ao ecrã já diz para onde vai. Com um código único para a sala, essa informação tem de ser recolhida à parte, seja porque o cliente a indica, seja porque o empregado a confirma. Em troca, um só código imprime-se de uma vez, substitui-se numa tarde e não se estraga quando as mesas mudam de sítio.
As mesas mudam mesmo de sítio. Uma esplanada que abre no verão, uma sala que se junta para receber um grupo grande, uma renumeração feita pelo turno da noite: em qualquer destes casos, códigos ligados a mesas concretas ficam a apontar para mesas que já não existem.
No painel do FineDine, os códigos por mesa saem de Settings > Operations > Tables. Aí as mesas organizam-se por áreas (sala, esplanada, primeiro andar), há uma planta para as arrumar e descarregam-se todos os códigos de uma vez. O modo do código fica noutro sítio, em Settings > QR Codes, e é também aí que se define se o mesmo menu serve entregas e take-away.
Como montar o menu QR, passo a passo
O trabalho mecânico é curto.
1. Carregue ou crie a carta no painel. As categorias primeiro, os itens e os preços dentro de cada uma.
2. Reveja item a item. Descrição, variantes de preço (meia dose, tamanhos), alergénios, informação nutricional e fotografia. É o passo mais demorado, e o que mais se nota no telemóvel.
3. Escolha o modo e o alcance antes de imprimir seja o que for: exibição ou pedidos, um código por mesa ou um para a sala.
4. Publique o menu. Enquanto está em rascunho, quem aponta a câmara vê um aviso de menu em preparação e não o menu.
5. Imprima um exemplar e teste-o com o próprio telemóvel, sentado à mesa, com a luz que a sala tem à noite.
O que é que o cliente vê depois de apontar a câmara?
A câmara reconhece o código e abre uma página no browser, sem instalar nada.
Numa montagem cuidada, o que abre primeiro é um ecrã de boas-vindas curto, com o nome da casa e a escolha da língua. A seguir vem o menu dividido em separadores por categoria, com pesquisa, para que quem procura sobremesas não tenha de percorrer a carta toda. Ao tocar num prato aparecem a fotografia grande, as variantes de preço e os ícones de alergénios, mais a informação nutricional quando está preenchida. É também aí que o cliente pode deixar uma avaliação do prato, se essa opção estiver ligada.
O número de línguas do menu depende do plano contratado, por isso confirme na página de preços quantas estão incluídas antes de anunciar o menu em várias línguas.
Nada disto salva uma carta com 120 itens. Se a carta ainda está a ser fechada, o equilíbrio entre o que a cozinha aguenta e o que o cliente espera decide-se antes de escolher o formato. O menu digital mostra bem, e por isso também expõe: os itens sem fotografia ficam a nu ao lado dos que a têm, e o painel chega a assinalá-los na lista de ações.
Receber o pagamento pelo mesmo código
Com os pedidos ligados, o pagamento é a continuação do mesmo percurso, e a conta fecha no telemóvel sem esperar pelo terminal.
O checkout corre através de um fornecedor que se liga à conta, e a lista mistura nomes globais com nomes locais. Stripe, Square e SumUp estão lá; ao lado deles estão nomes que só fazem sentido em certos mercados, como Iyzipay e MOKA na Turquia ou Myfatoorah, STC Pay e NoonPayments no Médio Oriente. Antes de prometer pagamento à mesa, veja qual deles opera no seu mercado e com que taxas.
Dividir a conta é o caso que mais aparece à mesa e o que mais depende do fornecedor escolhido; o checkout rápido do FineDine trabalha hoje com Stripe e Myfatoorah. A gorjeta configura-se do mesmo lado. Cobrar antes de o cliente chegar é outro assunto: pertence às reservas, e é uma das alavancas de quem quer reduzir as faltas sem aviso.
Continua a fazer sentido aceitar cartão e dinheiro no fim. Uma parte dos clientes não paga pelo telemóvel.
Onde o menu QR não resolve
Nem toda a gente lê o código. Há telemóveis sem bateria à hora do jantar, mesas onde o telemóvel passa para o mais novo do grupo, e clientes que simplesmente não querem. Num bar com pouca luz, um código pequeno colado a um canto do tampo pode nem sequer ser lido, e aí o tamanho do impresso e o contraste contam mais do que parece.
Meia dúzia de menus impressos guardados atrás do balcão custa pouco e resolve a maior parte destes casos. A conta que interessa é quantos continuam a ser precisos depois de o código estar nas mesas.
Teste numa mesa antes de imprimir para a sala
Ponha códigos numa mesa, ou numa secção, e deixe correr. Escolha um período que apanhe serviços de semana e de fim de semana; com pouco movimento, prolongue o teste, porque um punhado de leituras não diz nada.
Vale a pena contar três coisas: quantos clientes leem o código sem ninguém dizer nada, quantos pedem menu impresso à mesma e, com os pedidos ligados, se o pedido chega à cozinha com a mesa certa. A primeira não precisa de ser contada à mão, porque as leituras aparecem no painel. As outras duas vêm do turno, e é por isso que convém avisar a equipa de que se está a medir alguma coisa.
Quem quiser ver esta montagem com a planta e a carta da própria casa pode pedir uma demonstração do FineDine.
Perguntas frequentes
- Dá para fazer um menu QR gratuito?
- Gerar o código é gratuito em praticamente qualquer gerador, e um PDF numa pasta partilhada chega para abrir a porta. O custo aparece depois: cada alteração de preço passa por editar o ficheiro e voltar a carregá-lo, ninguém consegue dizer quantas pessoas o leram, e não há para onde crescer no dia em que quiser aceitar pedidos. Para uma casa com carta estável, pode ser suficiente durante bastante tempo.
- É preciso instalar alguma aplicação para ler o menu?
- Não. Nos telemóveis atuais basta abrir a câmara, apontar e tocar na ligação que aparece; o menu abre no browser. Em equipamentos mais antigos pode ser preciso um leitor de códigos instalado à parte.
- Tenho de reimprimir os códigos se mudar de sistema?
- Sim, sempre que o endereço mudar, e isso acontece quase sempre que se troca de fornecedor: o código guarda um endereço, não o menu. Há duas formas de reduzir o estrago. Uma é manter o código em suportes fáceis de substituir, como cartão no porta-guardanapos ou autocolante, em vez de gravado no tampo; a outra é perguntar ao novo fornecedor se o endereço antigo pode ficar a redirecionar.
- Em quantas línguas pode estar o menu?
- Depende do plano contratado. A tradução do menu faz parte do produto e o painel traduz automaticamente, mas o número de línguas incluídas varia, por isso confirme na página de preços antes de anunciar a carta em várias línguas.
- O mesmo menu serve para entregas e take-away?
- Serve, mas são canais separados na configuração: o código da sala, o levantamento e a entrega tratam-se em definições próprias, com regras próprias de taxa de entrega e de tempo de preparação. Vale a pena resolver primeiro o canal da sala e só depois abrir os outros, porque cada um traz o seu conjunto de decisões.


