Se ao fim de semana há gente à porta e as mesas que já acabaram de comer continuam ocupadas, é natural que alguém lhe fale em pagamento à mesa. Trata-se de fechar a conta onde o cliente está sentado: com um TPA portátil que o empregado traz, com um tablet fixo na mesa ou pelo telemóvel do próprio cliente. Só dá receita por um caminho, que é libertar a mesa mais cedo, e só quando há alguém à espera dela. Muitas vezes o atraso nem está na ida ao balcão. Está no tempo que a mesa leva a apanhar a atenção de um empregado, e isso o pagamento à mesa, sozinho, não resolve.
Para onde vão os minutos quando a mesa quer pagar
Se desmontar o fim de uma refeição, o pagamento em si é a parte mais pequena. Numa sala que fecha as contas ao balcão, a sequência costuma ser esta:
- O cliente dá a refeição por terminada e começa a procurar alguém com o olhar.
- Alguém repara e passa o recado ao empregado daquela mesa.
- O empregado abre a conta e corrige o que estiver mal lançado.
- A conta é levada à mesa.
- O cliente escolhe como paga e, se a conta for dividida, a mesa acerta quem paga o quê.
- O cartão vai ao balcão ou o terminal vem à mesa, e o empregado volta uma última vez com o talão.
Ao balcão, cada conta custa ao empregado pelo menos duas deslocações. À mesa custa uma, porque os passos três a seis cabem numa só visita. Numa sexta-feira de sala cheia, as voltas poupadas podem decidir se a mesa ainda roda mais uma vez.
Os passos um e dois não mudam. O cliente que quer sair e não consegue chamar ninguém fica à espera de que alguém olhe para a mesa, e na maior parte das salas é aí que se perdem os minutos. Para encurtar essa espera é precisa outra coisa: uma forma de a mesa pedir a conta sem levantar a mão, ou setores pequenos o bastante para cada empregado ter todas as suas mesas à vista.
TPA portátil, tablet na mesa ou telemóvel do cliente
O TPA portátil é a mudança mais pequena que se pode fazer ao modelo de serviço. Quem recebeu a mesa e tomou o pedido passa também a fechar a conta. Precisa de terminais e de mãos livres, porque um terminal a carregar no escritório não está na mesa, e o que anda no avental de um colega também não.
O tablet fixo faz o mesmo trabalho sem ninguém o levar, e o momento de pagar passa a ser do cliente, que começa quando quiser. Serve salas com lugares fixos e rotação rápida. Em troca ocupa espaço na mesa, pede uma rotina de carregamento e alguém que confirme todas as manhãs que os ecrãs estão ligados e limpos.
Com o telemóvel do cliente não há nada para comprar, carregar ou entregar, e várias pessoas pagam a sua parte ao mesmo tempo em vez de passarem cartões um atrás do outro. Mas a conta tem de existir num sítio onde o cliente a consiga abrir, associada à mesa, antes de ele a pedir. Se o pedido ficou num bloco de papel, o telemóvel não tem nada para abrir. O caminho entre ler o código e autorizar o pagamento, e os pontos onde falha numa mesa real, estão em como funcionam os pagamentos por código QR e onde falham.
Quantos terminais pôr na sala e como ligá-los ao POS
Para os TPA portáteis, conte as contas que fecham na hora de mais movimento e veja quantas fecham ao mesmo tempo. O número de terminais que têm de andar na sala sai dessa sobreposição, não do total da hora. Acrescente um para o que estiver a carregar.
A pergunta mais difícil é outra: que sistema guarda a conta enquanto está aberta. Se for o POS, o aparelho da mesa tem de ir lá buscar o valor e devolver-lhe o pagamento. Quando os dois não falam um com o outro, o empregado digita o total à mão no terminal e o fecho de caixa fica com dois registos que nem sempre batem certo. Antes de assinar com um fornecedor, peça para ver uma conta aberta no seu próprio POS a aparecer no aparelho dele.
Nas questões do cartão, as três formas são iguais. Limites do contactless, carteiras digitais e cartões aceites dependem do leitor, do prestador de pagamentos e do país, e não de o leitor estar no balcão ou na mesa. Se está a pesar a via do telemóvel em particular, o que o pagamento por QR muda num restaurante percorre essa escolha.
Contas divididas e gorjetas à mesa
É a forma como a mesa divide a conta que torna o fecho à mesa rápido ou penoso. Um cartão para a mesa inteira despacha-se em segundos. Seis pessoas a pagar à vez no mesmo TPA portátil são seis autorizações seguidas com o empregado ali de pé, e isso facilmente demora mais do que as duas idas ao balcão que veio substituir.
Há duas coisas que ajudam. A primeira é decidir antes do serviço o que a equipa oferece: divisão igual pelos cobertos, divisão por artigo, ou um cartão só e a mesa acerta contas entre si. Inventar a regra numa mesa de oito é o caminho lento. A segunda é deixar o resto para os telemóveis. Se cada pessoa consegue abrir a mesma conta e pagar a sua parte, as divisões andam em paralelo e ninguém fica a segurar um terminal.
O pedido de gorjeta vai com o aparelho. No TPA portátil aparece com o empregado ao lado da mesa, no telemóvel do cliente aparece sem ninguém a ver. Se mudar o sítio onde a gorjeta é pedida, compare os totais de gorjetas num período que apanhe uma noite cheia e uma calma antes de concluir se a mudança correu bem ou mal.
Pedir à mesa é uma decisão à parte
Pedir à mesa e pagar à mesa aparecem muitas vezes juntos nas pesquisas, mas mexem em partes diferentes da refeição. No pedido à mesa, a encomenda passa para um tablet ou para o telemóvel do cliente. O pagamento à mesa só muda o fecho. Pode ter o segundo sem o primeiro, desde que quem toma o pedido o lance com o número da mesa.
O que o pedido à mesa acrescenta é uma conta que existe desde o primeiro artigo. O cliente abre-a quando quer e ninguém a tem de montar ao fim da noite. Também põe o menu num ecrã, o que muda o que o cliente vê entre sentar-se e pedir, e é desse lado que trata o que muda para o cliente depois de ler o código QR.
Quando fechar mais depressa não traz receita
Rodar a mesa mais depressa só dá dinheiro se houver alguém à espera dela. Numa sala sem fila, o minuto poupado é só um minuto. E se a cozinha já é o ponto mais lento do serviço, o lugar libertado mais cedo vai para um grupo que depois espera mais pela comida.
Os outros limites vêm da sala, não do software. Os aparelhos precisam de carregar e de um sítio onde ficar entre serviços, e alguém da equipa tem de ficar com essa tarefa. As zonas sem rede pesam mais do que parece. Um terminal ou um telemóvel sem sinal na mesa do canto, junto à janela, manda esse pagamento de volta ao balcão, e costumam ser as mesmas mesas em todos os serviços. Há ainda clientes que querem a capa da conta, a pausa e o troco. Se o modelo de serviço não lhes deixa esse caminho, uma boa refeição acaba numa pequena discussão.
Pagamento à mesa com o FineDine
O pagamento à mesa assenta em duas condições: a conta estar ligada a uma mesa antes de o cliente a pedir, e o cliente ter forma de a pedir. No FineDine as duas ficam configuradas antes do serviço, para não ser a sala a resolvê-las mesa a mesa numa noite cheia.
Os pedidos de sala podem correr num tablet em três modos, e escolher o modo é, na prática, escolher o modelo de serviço. Em Full Service o tablet anda na mão do empregado, em Table Top fica na mesa e em Kiosk passa a posto de self-service. Nas mesmas definições escolhe se é o cliente ou o empregado quem submete o pedido e a mesa.
Cada mesa pode ter o seu código QR, ou um código só serve a sala toda. As mesas agrupam-se em áreas, e assim a esplanada e o piso de cima, trabalhados por setores diferentes, ficam separados. No menu do telemóvel, o cliente envia um pedido de serviço, como pedir a conta, e o pedido chega à sala sem ninguém ter de acenar.
No fecho, o pagamento entra como cartão, numerário ou online, com cartão, Apple Pay ou Google Pay, e a gorjeta vai no mesmo passo. Para mesas que dividem a conta, a definição a olhar é o Fast Checkout. Funciona sobre Stripe ou Myfatoorah e deixa a mesa pagar por partes. Os prestadores de pagamento e os sistemas POS ligam-se no marketplace de integrações.
Há um limite que convém dizer às claras. O tablet toma o pedido, mas um cartão físico precisa sempre de algo que o leia. Se quer que os clientes encostem o cartão na mesa, tem de lá estar um leitor. Se pagam pelo próprio telemóvel, não é preciso.
O que cada plano inclui vai mudando, por isso confirme na página de preços o que está coberto hoje. Para ver como isto correria na sua sala, com os terminais que já tem, peça uma demonstração.
| Forma | Quem começa o pagamento | O que tem de garantir | Onde abranda |
|---|---|---|---|
| TPA portátil | O empregado, quando chega à mesa | Terminais carregados que cheguem para as contas que fecham ao mesmo tempo | Cartões separados passados um a seguir ao outro no mesmo aparelho |
| Tablet na mesa | O cliente, quando estiver pronto | Tablets, espaço na mesa, rotina diária de carregamento e limpeza, e um leitor para cartões físicos | Um ecrã descarregado ou sujo põe a mesa outra vez a chamar o empregado |
| Telemóvel do cliente | O cliente | Uma conta associada à mesa antes de o cliente a pedir | Um pedido apontado num bloco de papel deixa o telemóvel sem nada para abrir |
Perguntas frequentes
- Pagamento por QR e pagamento à mesa são a mesma coisa?
- O pagamento por QR é uma das formas de pagar à mesa: o cliente lê um código na mesa e paga pelo próprio telemóvel. O pagamento à mesa inclui também o TPA portátil que o empregado traz e o tablet fixo na mesa.
- O pagamento à mesa faz sentido num restaurante de serviço ao balcão?
- Normalmente não. Se o cliente paga quando pede, o balcão já é o fecho e nenhuma conta fica à espera na mesa. Numa casa assim, vale mais a pena trabalhar a forma como o cliente pede do que a forma como paga.
- E os clientes que não querem pagar pelo telemóvel?
- Deixe-lhes outro caminho. Um TPA portátil que o empregado possa trazer, ou a capa da conta e uma ida ao balcão, evita um momento desconfortável no fim da refeição. O telemóvel funciona bem como opção habitual para quem o quer, desde que não seja a única forma de pagar.
- Que prestadores de pagamento posso ligar no FineDine?
- O marketplace de integrações lista Stripe, Square, SumUp, Iyzipay, MOKA, Myfatoorah, STC Pay, NoonPayments, PayZee e Pay2M. O Fast Checkout, o fluxo que deixa a mesa pagar por partes, funciona sobre Stripe ou Myfatoorah. Se dividir a conta à mesa conta muito na sua casa, confirme que um destes dois está disponível para o seu negócio.


