Viu o código colado na mesa de outra casa e ficou a pensar se aquilo dava na sua. Um sistema de pedidos por código QR põe o menu no telemóvel do cliente e deixa o pedido sair da mesa. Na maioria das montagens, o pagamento acontece no mesmo ecrã. O cliente aponta a câmara e não instala nada. Gerar o código leva um minuto. O que obriga a parar é o resto: o modo em que ele corre, se cada mesa leva o seu, e por onde passam a partir daí os avisos que antes apanhavam um empregado de passagem.
Scan to Order, Pedido na Mesa, Menu com Pedidos: Um Código, Três Montagens
A mesma coisa tem meia dúzia de nomes. Scan to order, pedidos por QR, pedido na mesa, self-ordering. Cada fornecedor escolhe um e constrói uma página à volta dele. Por baixo dos nomes estão três montagens diferentes, e a que escolher decide quanto do turno muda.
Um código de exibição mostra o menu e fica por aí. O cliente lê no telemóvel e a equipa tira o pedido como sempre tirou. O que mudou foi o papel. Em modo de pedidos, é o cliente que envia a comanda, com as opções e as notas escritas em vez de ditas. Se o pagamento ficar no mesmo ecrã, ninguém tem de voltar à mesa com o terminal na mão.
Por isso a decisão não se resume a papel ou digital. É escolher em qual destes três níveis quer ficar, e quando dá o passo seguinte.
Quatro Definições Decidem Como Corre a Sala
Por trás do código ficam quatro definições, e todas se mudam com mais facilidade agora do que depois de os autocolantes estarem colados nas mesas.
A primeira é o modo: só exibição, ou também pedidos. O modo de exibição é uma montra, e há casas que ficam por aí uma época inteira antes de ligarem os pedidos. Separar as duas perguntas separa também a formação. A equipa aprende primeiro o ecrã do menu e só depois lida com uma comanda que entra sem ninguém ter ido à mesa.
A segunda é a identidade da mesa. Ou um código por mesa, ou um código só para a sala inteira. Com um código por mesa, o pedido chega já com a origem, e no FineDine as mesas agrupam-se primeiro em áreas, por isso a esplanada e o primeiro andar entram como blocos separados em vez de uma lista corrida. O código único imprime-se uma vez e pergunta ao cliente em que mesa está. Nos hotéis, o número do quarto ocupa o lugar do número da mesa, que é como um código pode cobrir o serviço de quartos, a piscina e o spa.
A terceira são os canais em que o menu corre. Cada menu leva etiquetas dos canais onde está no ar: sala, take-away, entrega, tablet. O código da mesa é um deles. Ligar os outros é uma decisão à parte sobre o seu próprio canal de encomendas, com tempos de entrega e valores mínimos próprios.
A quarta é onde o dinheiro muda de mãos. Pagar pelo telemóvel fecha a mesa sem uma segunda ida. Pagar no fim, com a conta levada à mesa, mantém o fecho a que os clientes do costume estão habituados. Receber o pedido e receber o dinheiro são dois interruptores diferentes, e não têm de ser ligados na mesma semana.
O Que a Equipa Deixa de Ver Quando o Pedido Chega Sozinho
Quem ia à mesa tirar o pedido fazia mais coisas pelo caminho. Levantava um copo vazio, ouvia que um prato tinha saído trocado, reparava que a mesa seis andava à procura da conta. Tire essa ida ao turno e ninguém repara nessas coisas.
Os pedidos de serviço existem para a mesa avisar sem esperar que alguém passe por lá. Nas definições escolhe-se o que o cliente pode enviar a partir do ecrã do menu: chamar alguém, pedir a conta, sinalizar um problema num pedido que já entrou. Vale a pena escolher isto de propósito, e não deixar como veio. Um ecrã sem forma de chegar a uma pessoa é o que transforma um arranque tranquilo numa má crítica.
O álcool tem interruptor próprio. Pode acrescentar-se uma verificação de idade ao fluxo do pedido, e o que ela faz é pôr a pergunta no ecrã. Não põe ninguém à frente do cliente. Quem leva o copo à mesa continua a ser quem decide se o entrega.
O ritmo também muda. Os pedidos deixam de chegar de ronda em ronda e passam a chegar quando cada mesa está pronta, o que às vezes dá uma série de comandas a cair no mesmo minuto.
O Que Custa a Manter, Linha a Linha
Pergunte quanto custa um sistema de pedidos por QR e recebe um número, quase sempre a mensalidade. São cinco linhas a somar, e a mensalidade é só a primeira.
A subscrição é a que está no site e traz limites consigo. Quantas mesas pode gerir e quantos pedidos por mês estão incluídos muda com o plano, por isso os números em vigor ficam na página de preços e não num artigo. Antes de comparar fornecedores, conte as mesas e vá buscar o número de pedidos de um mês cheio.
Se o cliente liquidar a conta pelo mesmo código por onde pediu, o fornecedor de pagamento leva a parte dele. Essa taxa é fixada por ele e não por quem fornece o menu. Liga-se uma conta (Stripe, SumUp, aquele que liquidar no seu mercado) e a comissão do cartão fica desse lado.
A ligação ao POS é a linha que apanha as pessoas desprevenidas. Há conectores incluídos e há outros faturados à parte todos os meses, por isso a resposta depende do terminal que já tem ao balcão. Confirme esse, pelo nome, em vez de olhar para a página de integrações em geral.
Depois há a impressão. Os códigos imprimem-se e voltam a imprimir-se. Quando cada código pertence a uma mesa, qualquer mexida na disposição da sala obriga a etiquetas novas.
A quinta linha não aparece em fatura nenhuma. Nos primeiros serviços há alguém a andar de mesa em mesa a explicar o código, e esse tempo é pago na mesma.
Onde o Código É a Ferramenta Errada
Há mesas que não digitalizam nada, e nenhuma formação muda isso. Vale a pena guardar uma pilha de cartas impressas atrás do balcão, para não deixar essas mesas à espera. Ninguém tem de ler isso como um arranque falhado.
Com pouca luz, a câmara demora a apanhar o código, ou não o apanha de todo. Um plastificado brilhante debaixo de um foco levanta o mesmo problema, desta vez por reflexo. Imprima em mate e ponha o código onde os pratos e o cesto do pão não o tapam.
Quem entra pela primeira vez continua a querer que lhe digam o que pedir. O ecrã ordena os pratos e mostra uma foto de cada um, e ainda assim não responde à pergunta do que é bom aqui.
Uma mesa grande a dividir a conta chega ao limite de qualquer sistema mais depressa do que chega ao limite de uma pessoa. Veja como o seu se porta antes de o prometer a uma reserva de grupo.
E os pedidos por QR não acrescentam capacidade à cozinha. A espera na sala desce, mas a pressão só muda de sítio e cai no passe. Um pedido que entra mais cedo só ajuda se a cozinha o conseguir absorver.
Comece por Uma Área Antes de Imprimir para a Sala Toda
Escolha uma área, a esplanada ou um bloco de mesas perto do passe, e trabalhe assim duas semanas. Os códigos de uma área custam quase nada a imprimir e nada a deitar fora. Imprimir para a sala inteira é a decisão difícil de desfazer, e é a que a maioria das casas toma logo à partida.
Nessas duas semanas há três números que vale a pena recolher, e nenhum obriga a comprar seja o que for. Cronometre, em três serviços, quanto tempo leva um pedido a chegar à cozinha desde o momento em que a mesa está pronta para o dar. Leia as últimas 50 comandas e conte quantas trazem uma nota ou um extra, porque é esse o volume de detalhe que hoje passa pela memória de alguém. Se quiser perceber se pedir da mesa mexe no consumo médio por mesa, ponha os dois caminhos a correr lado a lado no mesmo serviço e compare os seus próprios números, em vez dos de um caso escrito sobre outro restaurante.
O que mediu antes, meça outra vez depois, da mesma maneira. Sem ponto de partida, um arranque só se julga pela sensação que deixou.
Montar o Pedido por QR no FineDine
No FineDine estas peças ficam em três sítios. O menu e os artigos vêm primeiro, porque todos os canais leem dali. Os códigos e os respetivos modos estão nas definições, gerados por mesa ou por área, com exibição e pedidos como escolhas separadas. As definições de pedidos guardam os canais, a verificação de idade, o valor mínimo e os pedidos de serviço que o cliente pode enviar.
Monte o menu, imprima os códigos de uma área e dê à equipa um serviço para se habituar a uma comanda que entra sem ninguém ter ido à mesa. Os limites de mesas e de pedidos mensais em vigor estão na página de preços. Se quiser ver como o fluxo assenta no seu menu, peça-nos uma demonstração e traga um serviço a que chame cheio.
| O que o cliente consegue fazer | Menu em papel | Menu QR, só exibição | Pedidos por QR | Pedir e pagar por QR |
|---|---|---|---|---|
| Também chamado | Carta impressa, menu de papel | Menu digital, código de leitura | Scan to order, pedido na mesa | Order and pay, pagamento à mesa |
| Ver fotos e etiquetas de alergénios | Raramente | Sim | Sim | Sim |
| Enviar o pedido sem esperar | Não | Não | Sim | Sim |
| Escrever uma nota ou um extra | Não | Não | Sim | Sim |
| Liquidar a conta pelo telemóvel | Não | Não | Não | Sim |
| O que continua a precisar de uma pessoa | Tudo | Pedido, serviço e pagamento | Serviço e pagamento | Serviço |
Perguntas frequentes
- Qual é o melhor sistema de pedidos por QR?
- Não há uma resposta única, mas há três verificações que reduzem a lista depressa. Veja se liga ao terminal que já tem ao balcão, e a que custo mensal. Veja se cobra através de um fornecedor de pagamento que liquide no seu mercado. E veja se lhe deixa mudar um preço ou esconder um prato esgotado a meio do serviço, pelo telemóvel, sem depender de ninguém. Faça estes testes no seu menu, não num menu de demonstração.
- O cliente tem de instalar uma aplicação?
- Na maioria das montagens, não. O código abre uma página no navegador do telemóvel, e uma câmara atual lê-o sem software adicional. Se algum sistema exigir uma instalação antes de o cliente chegar ao menu, isso foi uma escolha desse sistema e não uma exigência da tecnologia.
- Pedir por QR quer dizer menos pessoal?
- Quer dizer menos tempo da equipa gasto a atravessar a sala com pedidos. Se isso vira menos gente na escala ou mais atenção por mesa, a decisão é sua. O cliente acaba por perceber qual delas tomou.
- Dá para pedir take-away ou entrega pelo mesmo código?
- O código da sala e as encomendas para levantar ou entregar são canais separados, cada um com as suas definições. Um código colado na mesa seis não é um link de take-away. O mesmo menu pode estar no ar em mais do que um canal, mas cada canal liga-se e configura-se por si.
- Vale a pena num restaurante pequeno?
- Depende de onde lhe vai o tempo. Se a equipa passa boa parte do turno entre as mesas e o terminal, o ganho é real. Se a sala é pequena o suficiente para ter tudo à vista, pode chegar um código só de exibição, que mostra o menu e mais nada.


