Pode, e é menos complicado do que parece. O cliente aponta a câmara do telemóvel ao código da mesa, o menu abre no navegador e o pedido aparece no seu ecrã de pedidos. Os códigos não se compram nem se geram noutra ferramenta: criam-se as mesas no painel da FineDine e descarrega-se um código imprimível para cada uma. Quase tudo o que dá trabalho está fora do painel, na escolha entre um código por mesa e um código único, nas casas onde o QR não deve tomar o pedido e em evitar que um autocolante falso apareça na sua sala.
Onde Se Descarregam os Códigos das Mesas
Em Settings, QR Codes, mas só depois de as mesas existirem. Por isso o ponto de partida é Settings, Operations, Tables, onde se acrescenta uma mesa por cada uma que há na sala e se agrupam por zona, seja sala, esplanada ou piso de cima. Com a lista feita, abra Settings, QR Codes, separador View & Ordering, deixe Dine-In selecionado e use Download Table QR Codes. O ecrã Tables tem também um botão Download QR Codes, que dá no mesmo.
Se a FineDine avisar que é preciso criar as mesas primeiro, é porque a lista continua vazia. Os códigos saem das mesas, e não o contrário.
Para o cliente o gesto é curto: abre a câmara, aponta, toca na ligação que aparece, escolhe no menu e envia. Não instala nada. Já a forma de pagar depende do que tiver ligado em Ordering Settings.
Há ainda um código só de consulta, no primeiro separador de QR Codes (View Only). Abre o menu sem aceitar pedidos e deixa escolher a cor do código e a do fundo.
Um Código por Mesa ou Um Só para a Sala Toda
Na maioria das salas, um código por mesa. Em Dine-In há duas opções: com Unique QR Code for each table, cada código leva o número da mesa e o pedido chega ao ecrã já identificado. Com One QR Code for all tables imprime-se uma vez só, mas é o cliente quem escreve o número, e basta um número errado para o prato ir parar à mesa errada.
O código único só se defende numa sala pequena, com mesas numeradas de forma bem visível. Se quem leva os pratos se guia pelo número da mesa, o código por mesa compensa sempre, porque a impressão custa pouco e poupa-lhe os pratos que andam à procura de dono.
Casas Onde o QR Não Deve Tomar o Pedido
Nem em todas as casas faz sentido, e convém dizê-lo antes de montar o que quer que seja. O QR poupa ao empregado uma deslocação, a de ir à mesa tomar o pedido. Levar os pratos, levantar a loiça, repor a mesa e resolver o prato que veio trocado continua a ser da equipa, e a escala tem de contar com isso, porque tomar o pedido nunca foi o trabalho todo.
Funciona onde o cliente já sabe o que quer e tem pressa, como cafés, bares, restauração casual ou uma esplanada grande onde os empregados passam o serviço a andar. Funciona mal onde tomar o pedido faz parte do que o cliente paga. Num menu de degustação, ou numa casa em que é a sugestão do empregado que vende o vinho e o prato do dia, o telemóvel ocupa o lugar da conversa que distingue a casa. Aí o código só de consulta mostra o menu e deixa o pedido ao empregado.
Há dois limites práticos que não dependem de software. O menu carrega pela internet, portanto leve um telemóvel à mesa mais afastada, ao fundo da esplanada ou à sala da cave, e veja se há rede. E há clientes sem telemóvel ou com a bateria a zero, por isso alguém na sala tem de continuar a tomar pedidos à moda antiga. Um tablet na mão do empregado é a solução do meio, e o artigo sobre menu em tablet para pedidos explica quando compensa mais do que o telemóvel do cliente.
Um Menu Que Responde ao Que o Empregado Perguntaria
Ao tomar o pedido, o empregado preenche o que o menu não diz: o ponto da carne, o acompanhamento, se o molho vai à parte. No QR ninguém pergunta, e o menu tem de responder sozinho.
O que isso pede é um modificador para cada pergunta que o empregado costuma fazer (ponto, molho à parte, uma dose extra de café) e opções de preço para tamanhos e porções. Os pratos que só saem a certas horas levam disponibilidade por horário, para o menu de almoço não aparecer ao jantar.
O que mais casas deixam passar é a rutura a meio do serviço. O empregado sabe que o prato acabou e deixa de o sugerir, mas no menu por QR ele continua pedível até alguém o esconder. No editor do menu, cada artigo tem a opção Mark as Sold Out e um botão para o ocultar. Antes do primeiro serviço, decida quem o desliga quando a cozinha fica sem o prato e ponha essa tarefa na rotina do passe.
Montagem Pela Ordem Em Que o Pedido Viaja
Comece pelo menu, porque é a primeira coisa que o cliente vê. Monte-o no Menu Manager, ou deixe o Menu Builder ler uma fotografia, um PDF ou um ficheiro Excel do menu atual. Confira cada preço e cada modificador importado, veja a pré-visualização no telemóvel e passe o menu de Draft para Live. Enquanto estiver em rascunho, quem ler um código vê apenas uma página a dizer que o menu está a ser preparado.
Depois vêm as mesas e o modo do QR, como já ficou dito, e em Orders, Ordering Settings, o canal Dine-In QR e a forma de pagamento. O ecrã oferece cartão através do POS, dinheiro e pagamento online com Apple Pay, Google Pay ou cartão. Gorjetas, valor mínimo de pedido e verificação de idade para bebidas alcoólicas estão no mesmo ecrã. O Fast Checkout funciona com Stripe ou Myfatoorah e permite dividir a conta, e o comportamento do pagamento em pleno serviço está em como funcionam os pagamentos por código QR.
Se cobra serviço ou couvert, acrescente-o em Extra Charges para que o total que o cliente vê coincida com a conta. Em Service Options escolhe-se o que ele pode pedir a partir da mesa, como a conta.
Antes do primeiro serviço, leia o código de cada mesa com um telemóvel da equipa, faça um pedido de teste, confirme que entra em Orders com a mesa certa e cancele-o. Só então descarregue os códigos definitivos, imprima-os e ponha cada um na sua mesa.
Para Onde Vão os Pedidos
Para o ecrã Orders da FineDine. Se os quer no POS ou impressos em talão, o Marketplace lista integrações de POS (Foodics, Clover, Revel, Simpra, entre outras) e uma impressora de talões, e convém ver se o seu sistema consta da lista antes do arranque. Sem integração, alguém tem de estar de olho no ecrã Orders durante o serviço inteiro, e essa pessoa entra na escala como qualquer secção da sala.
O Alerta do FBI e os Autocolantes Nas Suas Mesas
A 18 de janeiro de 2022, o Internet Crime Complaint Center do FBI publicou um aviso público intitulado "Cybercriminals Tampering with QR Codes to Steal Victim Funds". Descreve criminosos que trocam códigos QR verdadeiros pelos seus, por vezes com um autocolante por cima do original, para levar as pessoas a um site falso que pede dados de acesso ou de pagamento. Ao consumidor deixa quatro conselhos: confirmar o endereço depois de ler o código, desconfiar antes de introduzir dados de pagamento num site aberto por QR, procurar sinais de que o código físico foi adulterado e não instalar aplicações a partir de um QR.
O aviso foi escrito para consumidores dos Estados Unidos, mas o golpe só precisa de uma impressora e de um autocolante, e um código pousado numa mesa de restaurante é exatamente o tipo de código físico de que fala. Se os clientes pagam no menu e um código falso lhes leva os dados do cartão, é ao restaurante que vêm pedir contas.
A equipa precisa de saber como é uma leitura verdadeira, porque os clientes vão perguntar. Um código de mesa da FineDine abre um link curto, que leva à página de boas-vindas com o nome da sua casa e depois ao menu. Tudo corre no navegador do telemóvel, e por isso um código verdadeiro nunca pede ao cliente que instale nada. Se pede uma aplicação, ou abre uma página de pagamento sem o nome da casa, não é seu.
Leia todos os códigos no início de cada dia, que é o teste do pedido experimental sem o pedido. Um código que pareça recolado, com as pontas levantadas ou tapado por uma segunda camada sai da mesa, e imprime-se outro no ecrã Tables.
Ler os Números Depois do Arranque
Passadas as primeiras semanas, a pergunta deixa de ser se funciona e passa a ser o que mudou. O FineDine IQ, que no painel aparece como o separador AI Reports, atualiza de hora a hora e compara intervalos de datas (7, 14, 28 ou 90 dias, ou um intervalo à escolha). Ponha as semanas desde o arranque ao lado do período anterior e olhe para Orders e Avg Ticket. Durante o serviço, o separador Real-time mostra o que está a entrar.
Se a comparação apanhar um feriado, uma mudança de menu ou uma nova estação, esses efeitos misturam-se com os do QR e já não se separam. Menu Views e Item Views mostram o que os clientes abrem e ajudam a encontrar o prato que muita gente vê e pouca gente pede. O que o trava pode ser a fotografia, a descrição ou o preço, e essa decisão continua a ser sua. Se também recebe encomendas para entrega ou take-away, encomendas online para restaurantes trata dessa parte.
Perguntas frequentes
- Posso pôr o mesmo código em todas as mesas?
- Pode. Com um código único, o cliente escreve o número da mesa antes de pedir. Com um código por mesa o número vem preenchido, o que é mais seguro quando quem serve se guia por ele.
- O cliente tem de descarregar alguma aplicação?
- Não. O código abre o menu no navegador do telemóvel. Um código que peça para instalar algo não é um código de mesa da FineDine.
- O cliente consegue pagar pelo menu?
- Depende do que escolher em Ordering Settings. O pagamento online (Apple Pay, Google Pay, cartão) é uma das opções, e cartão através do POS ou dinheiro no fim são outras.
- E se um código impresso estiver danificado ou tiver sido trocado?
- Tire-o da mesa e imprima um novo no ecrã Tables. Vale a pena percorrer a sala toda no início do dia, porque um autocolante posto por cima do seu parece parte da mesa.
- Posso deixar os clientes ver o menu sem pedir?
- Pode. O código View Only mostra o menu sem aceitar pedidos, o que serve para mesas ou zonas onde não quer pedidos feitos pelo telemóvel.


