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Como Ativar Pedidos à Mesa com Códigos QR

Autocolante com código QR numa mesa de restaurante e um cliente com o telemóvel por cima
Idil Aras
Escrito por
Idil Aras
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Numa noite cheia, a mesa que já escolheu não está à espera da cozinha. Está à espera de um empregado livre. Com pedidos por código QR, é o cliente que dá esse passo: aponta a câmara do telemóvel ao código da mesa, abre-se o menu dessa mesa e o pedido chega ao ecrã de pedidos com o número da mesa. Conforme a configuração, também pode pagar ali mesmo.

Ligar a opção no painel é a parte fácil. Antes disso há três coisas que nenhum assistente de configuração decide por si: um menu a que se consegue pedir sem perguntar nada a ninguém, uma lista de mesas igual à da sala e uma forma de pagamento. E há casas onde o QR não deve tomar o pedido de todo.

Primeiro, decida se a sua sala deve receber pedidos por QR

O QR tira ao empregado uma deslocação: a de ir à mesa tomar o pedido. O resto fica. Levar os pratos, levantar a loiça, repor a mesa, resolver o prato que chegou trocado. Faça a escala a contar com esse trabalho, porque tomar o pedido nunca foi o trabalho todo.

Resulta onde o cliente já sabe o que quer e quer rapidez: cafés, bares, restauração casual, uma esplanada grande onde os empregados passam o serviço a andar. Resulta mal onde tomar o pedido faz parte daquilo que o cliente paga. Num menu de degustação, ou numa casa em que é a sugestão do empregado que vende o vinho e o prato do dia, o telemóvel fica no lugar da conversa que distingue a casa.

Antes de qualquer software há dois limites. O menu carrega pela internet, por isso leve um telemóvel até à mesa mais afastada, seja o fundo da esplanada ou a sala da cave, e veja se há rede ali. E há clientes sem telemóvel ou com a bateria a zero. Alguém na sala tem de continuar a tomar pedidos à moda antiga.

Também não tem de ser tudo ou nada. Nas definições de QR da FineDine, um código pode mostrar só o menu, sem aceitar pedidos. Há ainda um modo de tablet em que o empregado toma o pedido num dispositivo portátil.

Prepare o menu para quem não pode perguntar ao empregado

Quando toma um pedido, o empregado preenche o que o menu não diz: o ponto da carne, o acompanhamento, se o molho leva frutos secos. No QR ninguém pergunta. O menu tem de responder sozinho.

Na prática, isso quer dizer um modificador para cada pergunta que o empregado costuma fazer (ponto da carne, molho à parte, uma dose extra de café), opções de preço para tamanhos e porções, e alergénios e dieta preenchidos em cada artigo. O menu do cliente mostra os ícones de alergénios e dieta nos cartões dos artigos, mas só se os tiver preenchido. Os pratos que só saem a certas horas levam disponibilidade por horário, para o menu de almoço não ficar à vista ao jantar.

A falha que mais casas deixam passar é a rutura a meio do serviço. O empregado sabe o que acabou e deixa de o sugerir. O menu por QR não sabe, e o prato continua disponível até alguém o esconder. Cada artigo tem um botão de visibilidade no editor do menu. Antes do primeiro serviço, decida quem o desliga quando a cozinha fica sem o prato e ponha essa tarefa na rotina do passe.

Como configurar pedidos à mesa por QR na FineDine

A ordem é a do caminho que o pedido faz: menu, mesa, código, pagamento e, no fim, o seu ecrã.

1. **Publique o menu.** Monte-o no Menu Manager. O Menu Builder lê uma fotografia, um PDF ou um ficheiro Excel do menu que já tem. Confira cada preço e cada modificador que ele importar, veja a pré-visualização no telemóvel e passe o menu de Draft para Publish. Enquanto o menu estiver em rascunho, quem ler o código vê uma página a avisar que o menu está a ser preparado.
2. **Crie as mesas.** Em Settings, Operations, Tables, crie uma mesa para cada uma das que tem na sala e agrupe-as por zona (sala, esplanada, piso de cima). A zona aparece junto do pedido, e quem leva os pratos sabe logo para onde ir. O número de mesas que pode criar depende do plano; os limites em vigor estão na página de preços da FineDine.
3. **Escolha o modo do QR.** Em Settings, QR Codes, escolha Ordering e depois Dine-In. Pode ter um código por mesa ou um só código para todas. Com um código por mesa, cada pedido vem ligado à mesa de onde saiu. O código único poupa impressão, mas veja primeiro como esse modo identifica a mesa.
4. **Ative o canal Dine-In QR e o pagamento.** Em Orders, Ordering Settings, ative Dine-In QR. Depois escolha como o cliente paga: online no menu (cartão, Apple Pay, Google Pay) ou no fim, com cartão ou dinheiro. Gorjetas, valor mínimo de pedido e verificação de idade para bebidas alcoólicas ficam no mesmo ecrã. O Fast Checkout funciona com Stripe ou Myfatoorah e permite dividir a conta.
5. **Acrescente o couvert ou a taxa de serviço** em Extra Charges, se os cobrar. Assim, o total que o cliente vê é o que vai pagar.
6. **Escolha o que o cliente pode pedir a partir da mesa** em Service Options, como a conta ou um aviso de que o prato veio trocado.
7. **Descarregue os códigos das mesas** no ecrã Tables, imprima-os e ponha cada um na sua mesa.
8. **Teste antes do primeiro serviço.** Com um telemóvel da equipa, leia o código de cada mesa, faça um pedido de teste, confirme que entra em Orders com a mesa certa e cancele-o.

Falta decidir onde os pedidos aparecem, e isso resolve-se antes do dia de arranque. Por defeito, entram no ecrã Orders da FineDine. Se os quer no POS ou impressos em talão, o Marketplace lista integrações de POS (Foodics, Clover, Revel, Simpra, entre outras) e uma integração com impressora de talões. Veja se o seu sistema lá está. Sem integração, alguém tem de ficar de olho no ecrã Orders durante o serviço inteiro.

O alerta do FBI sobre códigos QR e o que significa para as suas mesas

A 18 de janeiro de 2022, o Internet Crime Complaint Center do FBI publicou um aviso público com o título "Cybercriminals Tampering with QR Codes to Steal Victim Funds". O aviso descreve criminosos que trocam códigos QR verdadeiros pelos seus, às vezes com um autocolante colado por cima do original, para levar as pessoas a um site falso que pede dados de acesso ou de pagamento. Ao consumidor deixa quatro conselhos: confirmar o endereço depois de ler o código, desconfiar antes de pôr dados de pagamento num site aberto a partir de um QR, procurar sinais de que o código físico foi mexido e não instalar aplicações a partir de um QR.

O aviso foi escrito para consumidores dos Estados Unidos. Mas o golpe só precisa de uma impressora e de um autocolante, e um código pousado numa mesa de restaurante é exatamente o tipo de código físico de que fala. Se os clientes pagam no menu e um código falso lhes leva os dados do cartão, é ao restaurante que vêm pedir contas.

Os clientes vão perguntar, por isso a equipa tem de saber como é uma leitura verdadeira. Um código de mesa da FineDine abre um link curto fndn.mn, que leva à página do menu digital com o nome da sua casa. O menu abre no navegador do telemóvel, e por isso um código verdadeiro nunca pede ao cliente que instale nada. Se um código pede uma aplicação, ou abre uma página de pagamento sem o nome da casa, não é seu.

Verificar é rápido. Ler todos os códigos no início de cada dia é o mesmo teste do passo 8, só que sem fazer pedido. Um código que pareça recolado, com as pontas levantadas ou tapado por uma segunda camada sai da mesa, e imprime-se outro no ecrã Tables.

Depois das primeiras semanas: ler o que mudou

Passadas as primeiras semanas, já não interessa saber se resulta. Interessa saber o que mudou. O FineDine IQ, que no painel aparece como o separador AI Reports, atualiza de hora a hora e compara intervalos de datas (7, 14, 28 ou 90 dias, ou um intervalo à escolha). Ponha as semanas desde o arranque ao lado do período anterior e olhe para Orders e Avg Ticket. Durante o serviço, o separador Real-time mostra o que está a entrar.

Uma comparação que apanhe um feriado, uma mudança de menu ou uma nova estação mistura esses efeitos com o do QR. Leia os números a contar com isso.

Menu Views e Item Views mostram o que os clientes abrem. Servem para encontrar o prato que muita gente vê e pouca gente pede. Se o que o trava é a fotografia, a descrição ou o preço, isso continua a ser decisão sua.

Opções de QR e tablet na FineDine e onde cada uma encaixa
OpçãoO que o cliente fazOnde encaixa
Código QR só com menu (Display)Lê o código para ver o menu e pede ao empregadoServiço conduzido pelo empregado, menus de degustação, salas onde a sugestão conta
Pedidos por QR, um código por mesaLê o código, pede e pode pagar; o pedido leva o número da mesaCafés, bares, restauração casual, esplanadas grandes
Pedidos por QR, um código para todas as mesasLê o mesmo código em qualquer mesaCasas que querem imprimir menos; confirme primeiro como a mesa é identificada
Tablet, modo Full ServicePede ao empregado, que tem o tablet na mãoCasas que querem pedidos digitais sem autosserviço

Perguntas frequentes

Onde encontro os códigos QR para as mesas?
No sistema de pedidos, não num gerador de QR gratuito. Um código genérico só abre um link e não sabe em que mesa está. Na FineDine, descarrega os códigos de cada mesa no ecrã Tables e imprime-os.
Os clientes podem pagar na mesa através do código QR?
Sim, se ativar o pagamento online no canal Dine-In QR. Também pode deixar o pagamento para o fim da refeição, com cartão ou dinheiro.
O que faço se o código de uma mesa se estragar ou desaparecer?
Descarregue outra vez o código dessa mesa no ecrã Tables e imprima um novo. Leia-o uma vez antes de sentar clientes nessa mesa.
Os clientes podem ver o menu na sua língua?
O menu do cliente tem um seletor de idioma com as línguas para que traduziu o menu. Quantas línguas pode acrescentar depende do plano; confirme na página de preços da FineDine.
Posso voltar mais tarde a um código QR só com o menu?
Sim. Nas definições QR Codes há um modo Display, que mostra o menu sem aceitar pedidos. Se mudar, tire das mesas os cartões que mandam os clientes pedir pelo telemóvel.

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